Da Universidade de Alabama at Birmingham, Estados Unidos da América, encontra-se publicado um estudo (3) acerca de interacções farmacológicas entre medicação direcionada para tratamento de Epilepsia com CBD. Nos doentes acompanhados, verificou-se um aumento dos níveis séricos dos medicamentos anticonvulsivantes e antiepilépticos (Clobazam, Rufinamida, Topiramato, Zonisamida, Eslicarbazepina, Valproato de Sódio). Os níveis mantiveram-se, contudo, dentro dos níveis terapêuticos de referência. 

Num estudo (2) do Massachusets General Hospital, feito em crianças com Epilepsia Refratária, o mesmo se verificou, tendo os autores recomendado o controlo dos respetivos níveis séricos, bem como concluído que “CBD é um tratamento seguro e eficaz na Epilepsia Refratária em pacientes a receberem tratamento com Clobazam”.

Tendo em consideração os mecanismos metabólicos assinalados pelos autores, com degradação mais lenta de determinadas substâncias, e aplicando o princípio da precaução, assinalaríamos que, durante o tratamento com CBD:

  • Anticonvulsivantes e antiepilépticos devem ser, como habitual, controlados através da medição dos respetivos níveis séricos e acompanhados de provas hepáticas.
  • Varfarina e outros anticoagulantes devem ser acompanhados com medições atempadas de fatores de coagulação sanguínea.
  • Inibidores da bomba de protões, analgésicos, benzodiazepinas e anti-histamínicos em geral, poderão ficar mais concentrados no organismo e, por isso, com efeitos aumentados. A ter em consideração!…
  • Por outros fatores que não os mecanismos metabólicos, em pacientes medicados para hipertensão arterial, considerar o efeito hipotensor do CBD, e controlar com frequência a tensão arterial.

Nenhuma destas situações constitui uma contra-indicação formal. Apenas fatores a ter em consideração na adaptação da terapêutica medicamentosa.

“CBD é um tratamento seguro e eficaz na Epilepsia Refratária em pacientes a receberem tratamento com Clobazam”

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